Janeiro tem número de focos de calor duas vezes maior que a média

Rebeca Siqueira • 30 de janeiro de 2026

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© Joédson Alves/Agência Brasil


Agência Brasil


O painel de monitoramento de focos de calor do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicou um janeiro atípico, com 4.347 focos ativos detectados pelo satélite de referência do órgão. 


O dado deste ano está atualizado até a quinta-feira (29) e corresponde ao dobro da média para o mês e a um aumento de 46% em relação a 2025.


Esse é o sexto maior resultado para um mês de janeiro desde o começo do levantamento, em 1999, e o segundo maior da década, atrás de 2024, com 4.555 focos.


O estado que mais registrou focos foi o Pará (985 focos registrados), que tem áreas consideradas em seca, segundo a última atualização do Monitor de Secas do Brasil da Agência Nacional de Águas (ANA), de dezembro.


A concentração de focos coincide com a persistência de um quadro acentuado de seca no Nordeste, onde estão três dos estados com mais focos ─ Maranhão (945), Ceará (466) e Piauí (229) ─ e com chuvas abaixo da normalidade na Região Norte.


No caso do Maranhão (945), todo o território sofre com secas. Já Ceará e Piauí têm presença de secas de maneira contínua em partes de sua extensão desde o inverno de 2023.


A situação maranhense é considerada preocupante: 2026 já é o ano com maior número de focos de calor no estado desde o começo da série histórica, superando 2019, quando foram contabilizados 712 focos.


A quantidade de focos não é a única forma de medir incêndios ou queimadas, porém é um indicador comum para políticas de prevenção e combate.


A maior incidência em janeiro não significa, necessariamente, um ano com mais queimadas do que a média. Entretanto, se considerados os anos em que janeiro teve quantidade maior de focos, apenas 2016 teve o resultado anual abaixo da média nacional, que é de 200 mil registros por ano. 


O que dizem os estados


A reportagem procurou as assessorias dos estados com mais registros. Pará e Ceará consideram o indicador com ressalvas.


A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) do Pará afirmou que "recortes temporais muito curtos devem ser analisados com cautela" e que "janelas reduzidas podem refletir ocorrências concentradas em poucos dias ou localidades específicas, o que não permite antecipar uma tendência anual consolidada".


O estado afirma que segue acompanhando os registros de 2026 e adotará as medidas necessárias previstas na política estadual de enfrentamento às queimadas e aos incêndios florestais.


No Ceará, a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) afirmou que o elevado quantitativo de focos de calor observado no mês de janeiro "reflete, em grande medida, o cenário registrado em dezembro de 2025", que teve o maior número de focos em 20 anos.


De acordo com a Sema-CE, os focos de calor podem estar associados a incêndios ou queimadas, mas também podem decorrer de outras fontes de calor, não sendo possível afirmar, de forma automática, que todos os focos representem eventos de fogo em vegetação.


Segundo o Governo do Estado do Maranhão, foram intensificadas as ações de prevenção e combate às queimadas, com campanhas educativas, medidas de prevenção, doação de equipamentos de combate a incêndios florestais às brigadas municipais e ao Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e resposta rápida às ocorrências.


"A severa estiagem que afeta o Estado cria condições extremamente favoráveis para esse aumento, apesar das ações preventivas", explicou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.


Também houve aumento das operações de fiscalização e inserção do uso de drones para identificação de áreas críticas. O estado tem priorizado ações de apoio às comunidades rurais e pequenas cidades e de resgate e cuidado de animais silvestres.


Por Rebeca Siqueira 23 de abril de 2026
Foto: Divulgação
Por Rebeca Siqueira 18 de abril de 2026
Foto: Denison Costa  O Governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira (17), que a quinta parcela do precatório do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) já está na conta do Estado de Pernambuco. São mais de 435 milhões de reais distribuídos para aproximadamente 53 mil beneficiários. O cronograma de pagamento, divulgado previamente pela Secretaria Estadual de Educação, será cumprido no prazo de até 30 dias, como foi acordado com a categoria em mesa de negociação. O repasse é referente a uma dívida que a União tem com o Estado e beneficia os profissionais do magistério da educação básica (estatutários, temporários e celetistas) que atuaram na rede estadual de ensino entre os anos de 1997 e 2006. Os servidores beneficiados devem ficar atentos à divulgação do prazo de contestação dos valores destinados, que estarão disponíveis na plataforma do Fundef ( precatoriofundef.educacao.pe.gov.br ).
Por Rebeca Siqueira 2 de março de 2026
Tribuna do Moxotó  O município de Sertânia, registrou um volume excepcional de chuvas na últimas 72 horas, com áreas rurais acumulando até 140 mm em 24 horas, segundo registros de moradores e imagens compartilhadas nas redes sociais. As precipitações, parte de um sistema de instabilidade que vem atuando sobre todo o Sertão pernambucano, trouxeram esperanças renovadas para agricultores, criadores de gado e comunidades rurais que enfrentavam meses de estiagem e solo ressecado. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) mantém alertas de chuva para a região, com previsão de pancadas isoladas e potencial para volumes significativos ainda no fim de semana. Agricultores celebram a chegada da água No distrito de Henrique Dias, assim como nos povoados vizinhos, a chuva é motivo de festa. Produtores rurais relataram entusiasmo ao verem suas plantações sendo finalmente nutridas pela água, após um período prolongado de seca no início da estação chuvosa. “É um alívio ver o gado beber água no cocho sem precisar esperar pela entrega de carro-pipa e nossas roças começam a respirar de novo”, disse um agricultor da região. A chuva também renova expectativas de uma safra mais produtiva de milho, feijão e outras culturas de subsistência, fundamentais para a economia familiar no semiárido. Especialistas em clima lembram, contudo, que apesar do alívio temporário, a variabilidade das chuvas no Sertão, que pode alternar entre períodos de seca e precipitações intensas, ainda exige cautela e planejamento por parte dos agricultores. Com o avanço das chuvas, diversas barragens da região começaram a receber aporte de água, o que é especialmente relevante para o armazenamento hídrico local. Embora não haja, ainda, informações oficiais sobre os níveis exatos de cada reservatório, relatos de moradores e boletins climáticos indicam melhora nas condições desses mananciais após os últimos eventos de chuva. Imagens em vídeo começaram a circular mostrando a barragem do distrito de Henrique Dias “sagrando”, ou seja, jorrando água para alegria de moradores daquela região. Em Sertânia e municípios vizinhos, as barragens desempenham papel vital no abastecimento rural e urbano durante a estação seca. O aumento recente no volume de água promete ajudar especialmente pequenos reservatórios e açudes comunitários, trazendo maior segurança hídrica para o rebanho e para o uso doméstico nas comunidades mais afastadas.
Por Rebeca Siqueira 25 de fevereiro de 2026
Foto: Divulgação 
Por Rebeca Siqueira 25 de fevereiro de 2026
Chuva de raios (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Diário de PE Pernambuco registrou 19.037 raios entre a sexta-feira (20) e o domingo (22), volume superior ao total contabilizado em todo o mês de fevereiro de 2025, que teve 3.107 descargas atmosféricas. Somente em fevereiro deste ano, o estado já acumula 63.040 raios, mais de 20 vezes acima do registrado no mesmo mês do ano passado. O aumento é mais intenso no Interior. As descargas atmosféricas estão entre as principais causas externas de interrupções no fornecimento de energia, pois podem provocar desligamentos automáticos e danos à rede elétrica. Diante do cenário, a Neoenergia Pernambuco informou que reforçou o monitoramento das condições climáticas e ampliou o número de equipes em campo, principalmente nas áreas mais afetadas. Profissionais do Litoral foram deslocados para o Agreste e devem permanecer até sexta-feira (27) ou até a normalização do clima. A distribuidora orienta a população a evitar áreas abertas durante tempestades, não se abrigar sob árvores e manter distância de estruturas metálicas e da rede elétrica. Em caso de ocorrência, o contato deve ser feito pelos canais oficiais de atendimento.
Por Rebeca Siqueira 25 de fevereiro de 2026
Central foi instalada na sede da Funase, na Zona Norte do Recife (Foto: Divulgação/FUNASE) Diário de PE A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) inaugurou a primeira Central de Videomonitoramento de 10 unidades socioeducativas do Estado. Nesta terça (24), o novo equipamento começou a ser utilizado na sede administrativa da instituição, no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife.  O sistema de 152 câmeras funciona 24 horas por dia e conta com reconhecimento facial, leitura de placas e análise inteligente de comportamento, uso de inteligência artificial e análise automatizada de imagens, detalham informações divulgadas pela gestão estadual. As unidades que estão integradas ao sistema são: Centros de Internação Provisória em Pernambuco (CENIP) – Recife; Caruaru, no Agreste; Petrolina, no Sertão Centros de Atendimento Socioeducativo (CASE) – Muribeca, Pirapama, e Jaboatão, no Grande Recife; Caruaru e Garanhuns, no Agreste; Timbaúba, na Mata Norte; Petrolina, no Sertão Segundo o Governo, o objetivo é fortalecer o acompanhamento interno das unidades socioeducativas e as “ações de prevenção e a capacidade de resposta rápida a ocorrências”. O equipamento custou um investimento de R$ 3,5 milhões, de acordo com a publicação. A ação foi viabilizada por meio da adesão à ata de registro de preços do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). “Na prática, a Central de Videomonitoramento permite uma atuação mais rápida e estratégica diante de qualquer situação nas unidades. Mais do que um investimento tecnológico, é uma iniciativa que amplia a proteção dos adolescentes, dos profissionais e fortalece a segurança institucional, contribuindo para um ambiente socioeducativo mais seguro”, afirmou a presidente da Funase, Raissa Braga. A expectativa, segundo a FUNASE, é de que, após a implantação nas unidades contempladas pelo contrato atual, viabilizado por meio de adesão à ata do TJPE, a Fundação avance na ampliação do sistema para as outras 10 unidades.
Por Rebeca Siqueira 19 de fevereiro de 2026
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que uma árvore quase atinge um carro que estava estacionado na Rua Capitão Buda, no bairro de São Cristóvão. (Foto: Reprodução / Redes sociais) Diário de PE A chuva que atingiu a cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, provocou alagamento de algumas ruas do município e provocou a queda de árvores nesta quarta-feira (18). Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver a combinação de precipitação e vento forte que ocasionou alguns transtornos aos moradores. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que uma árvore quase atinge um carro que estava estacionado na Rua Capitão Buda, no bairro de São Cristóvão. Em outras filmagens, é possível ver um árvore caídas em praças da cidade. Segundo relatos de moradores, tampas de caixas d’água também voaram por conta da força do vento. A chuva também provocou o alagamento de algumas ruas da cidade, causando transtornos e prejuízos para alguns motoristas. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) , essa chuva está associado ao alerta emitido pelo órgão, que indicava a continuidade das chuvas em áreas do interior de Pernambuco entre a noite desta quarta-feira (18) e a quinta-feira (19), com maior intensidade no Agreste e, principalmente, no Sertão. Segundo a Apac, a atuação de sistemas atmosféricos tem favorecido a formação de nuvens carregadas, o que pode provocar pancadas moderadas a fortes, além de raios e trovões. A instabilidade é causada pela interação de fenômenos atmosféricos que aumentam a umidade e a formação de áreas de chuva, elevando o potencial de precipitações intensas na região sertaneja. Apesar desses incidentes, Arcoverde não figura entre as cidades que mais choveram nas últimas 24h no estado. Segundo a Apac, os municípios que registram o maior acumulado de água nas últimas 24 horas foram Iati (59,8 mm), Floresta (52,89 mm), Quixaba (47,03 mm), Tacaimbó (43 mm) e Tacaratu ( 32,16 mm).
Por Rebeca Siqueira 19 de fevereiro de 2026
Choveu bastante em Floresta, no Sertão de Pernambuco (REPRODUÇÃO/VÍDEO) PE Notícias A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) publicou, no começo da manhã desta quinta-feira (19), a lista dos municípios onde mais choveu nas últimas 24 horas. Eles são do Agreste e do Sertão do estado, confirmando a previsão de chuva da própria Apac para as regiões no boletim da quarta-feira de manhã. À tarde, a Agência publicou um alerta de “Estado de Observação”, em específico, para o Sertão de Pernambuco e do São Francisco, com validade para toda a quinta-feira. Dos municípios com maiores precipitações de chuva, dois ultrapassaram os 50mm: Iati (59,8mm), no Agreste, e Floresta (52,9mm), no Sertão. Confira onde mais choveu nas últimas 24 horas: Iati: 59,8 mm ([APAC] Garagem Municipal) Floresta: 52,89 mm ([APAC] [ETA Compesa]) Quixaba: 47,03 mm ([APAC] [ETA Compesa]) Tacaimbó: 43 mm ([CEMADEN] G2-Escola Mun. Maria Luíza) Tacaratu: 32,16 mm ([APAC] Secretária de Desenvolvimento Social)
Por Rebeca Siqueira 19 de fevereiro de 2026
Prefeitura de Serra T alhada. Divulgação 
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